O povo brasileiro precisa derrotar Flávio Bolsonaro e a extrema direita já no primeiro turno e abrir caminho para profundas transformações.
Um futuro imediato desafiador
Seja qual for o resultado das eleições, o futuro imediato será desafiador para o povo brasileiro.
A extrema direita não abandonará seus planos de retomar o controle e evitar a todo custo que uma nova ordem social se estabeleça no Brasil.
A elite lutará com todas as suas forças para manter seus privilégios centenários e seu poder de continuar explorando os mais pobres.
Se a extrema direita for derrotada nestas eleições, já no primeiro turno, o povo terá um novo alento para acreditar que profundas transformações podem acontecer.
Se o contrário acontecer, a extrema direita se sentirá fortalecida para colocar em andamento planos neo liberais como os implantados por Milei na Argentina e os pobres serão tratados com o povo de El Salvador, com a ascensão de Bukele.
Os pobres serão considerados bandidos e os bandidos continuarão governando.
Lula e as expectativas do povo brasileiro
Breno Altman afirma que o governo Lula, apesar de obter conquistas importantes, não conseguiu captar o anseio mais profundo do povo brasileiro de enterrar de vez o horror do governo Bolsonaro.
Como cita Altman, é fato que o o terceiro governo Lula conquistou indicadores extremamente importantes:
- Crescimento de 2,8% da economia, depois da catástrofe do governo anterior
- A menor taxa de desemprego da série histórica
- Crescimento, mesmo que moderno, da renda média real dos trabalhadores
- A inflação mais baixa desde a redemocratização
- Melhoria, mesmo que discreta dos índices de IDH e nova saída do mapa da fome
Por que então, Lula não está obtendo uma vitória acachapante?
Depois de um governo desastroso como o de Bolsonaro, a expectativa do povo era de uma transformação significativa. Todos esperavam que a velha política fosse definitivamente enterrada e que um Plano de Futuro para um Brasil mais justo e solidário começasse a ser desenhado.
A opinião pública sai de um governo reacionário querendo mudanças profundas, querendo que aquele governo seja um passado remoto, enterrado. E nós não conseguimos estar à altura dessa expectativa
Breno Altman
O governo Lula optou por uma estratégia de mudança gradual, acreditando que seria possível criar uma coalizão política capaz de isolar a extrema direita.
Essa estratégia não funcionou e aí está a extrema direita, com toda a sua força.
Nossa elite é colonialista, covarde e reacionária
O maior pavor das nossas elites é perder seus privilégios. É abrir mão do poder de explorar o povo pobre como bem entender.
O país está entre as 10 maiores economias do mundo, mas ocupamos a vexatória 84ª posição no ranking global de IDH com índice de 0,786.
A ganância não permite que nossos patrimonialistas abram mão de migalhas do seu poder e de suas fortunas.
E todos os acontecimentos desde o golpe contra o governo Dilma, o afastamento de Lula das eleições de 2018 e o governo Bolsonaro levaram a uma crise mortal das instituições nascidas da Constituição de 1988.
O povo brasileiro no comando do seu destino
Não será possível cometer o mesmo erro novamente. Não será possível acreditar que as instituições da Sexta república podem ser “reformadas por dentro”.
Esse congresso corrupto, que governa de costas para o povo deve ser repudiado. Ele é vende para o povo a ilusão de uma democracia que não existe. Este Congresso é dominado pelas famílias centenárias. Segue a lista de alguns deles, influentes desde muitas gerações:
- Família Calheiros (Alagoas): Liderada historicamente por Renan Calheiros (senador), conta com seu filho, Renan Filho (ministro e ex-governador). [1]
- Família Sarney (Maranhão): Fundada por José Sarney (ex-presidente e ex-senador), teve continuidade com Roseana Sarney (ex-governadora e deputada). [1]
- Família Lira (Alagoas): Liderada pelo deputado federal e presidente da Câmara Arthur Lira, com raízes políticas ligadas ao seu pai, Benedito Lira. [1]
Por um Plano de Futuro para o Brasil
O povo brasileiro merece um país onde suas necessidades e aspirações sejam ouvidas e respeitadas.
Merece uma democracia baseada na justiça social, na igualdade, na soberania e numa perspectiva de longo prazo para o desenvolvimento do país.
Para isso, não pode delegar às elites a responsabilidade de governar suas vidas.
Deve assumir para si essa tarefa.




