A Sexta República acabou quando um banqueiro de M@rda como o Daniel Vorcaro foi capaz de comprar juízes do STF, parlamentares e membros do executivo.
A Sexta República acabou, comprada pelo Capital Financeiro
O show de horrores mostrado para o Brasil inteiro e para o mundo ontem pela TV é a prova mais cabal que a Sexta República, com suas principais instituições, acabou.
As investigações da Polícia Federal apontam envolvimento de:
- Alexandre de Moraes, com um contrato de sua esposa
- Dias Tóffoli, com a compra de um Resort,
- André Mendonça, acobertando as fraudes de Flávio e Eduardo Bolsonaro com o pretenso filme Dark Horse
- Pagamentos mensais ao filho de Nunes Marques, por pretensos serviços de consultoria
- Tráfico de influência no STF utilizando o filho de Luiz Fox
Afinal, quem no STF tem de fato isenção para julgar as fraudes perpetradas por Vorcaro e sua Organização Criminosa?
A credibilidade da justiça
É sabido que a justiça brasileira “poupa o andar de cima e é impiedosa com o andar de baixo“.
Estes fatos dão argumentos aos golpistas da extrema direita para fazer campanha afirmando que Jair Bolsonaro foi condenado injustamente.
Em outras palavras, esta crise provocada no STF, culpa do apodrecimento da própria instituição, cria as condições para novos golpes num futuro próximo, tendo as eleições de outubro como divisor de águas.
Os impactos na imprensa internacional foram imediatos:
‘Pior crise desde a redemocratização’
- Reuters – “O STF decidirá se abre uma investigação sem precedentes sobre um ministro em exercício”.
- ABC News – “Uma crise sem precedentes chacoalha o STF”. “O caos que tomou conta do tribunal deriva do colapso do Banco Master”. “Vários políticos importantes e integrantes do Judiciário foram ligados ao caso [Master]”
- The Economist – Moraes está sob suspeita por seus vínculos com Daniel Vorcaro, o homem por trás da maior fraude bancária da história do Brasil. Outro ministro, nomeado por Bolsonaro, vazou recentemente mensagens trocadas entre os dois.”
- The Guardian – “Conflito feroz no Supremo Tribunal do Brasil eclode às vésperas da eleição presidencial.
- El Pais – O Supremo do Brasil toma a decisão de investigar o Juiz Moraes por corrupção. As expectativas acerca da sessão são altas, pois o tribunal nunca investigou um de seus membros em 135 anos de história da instituição.
A crise profunda da Sexta República
A crise profunda desencadeada no STF é apenas a ponta do iceberg de um problema muito maior.
- Golpe contra investidores
- Assalto ao Fundo Garantidor de Crédito, com um prejuízo de aproximadamente R$ 52 bilhões, consolidado Branco Master, Will Bar e banco Pleno
- Assalto aos fundos e pensão de servidores públicos – Rio Previdência, Previdência de Cajamar (SP), Previdência de Campo Grande (MS), Santo Antonio da Posse (SP), e outros 18 fundos menores em Estados como Alagoas Pernambuco e Amazonas.
- Prejuízo estimado de R$ 12 bilhões ao Banco Reginal de Brasília (BRB), que está na UTI neste momento.
- Lavagem de dinheiro no setor de combustíveis (Beto Louco), envolvendo também o PCC (Operação Quazar – 2025).
- Doação de R$ 3 milhões para a campanha de Jair Bolsonaro em 2022
- Doação de R$ 2 milhões para a campanha de Tarcísio de Freitas em 2022
- Doação de R$ 65 milhões a pretexto de financiar o filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, dinheiro que foi transferido para um fundo nos Estados Unidos, gerido pelo advogado de Eduardo Bolsonaro.
- Mesada para o Deputado Ciro Nogueira, responsável por tentar aumentar os valor do FGC de R$ 250 mil para R$ 1 milhão
- Senadores citados nas investigações: Flávio Bolsonaro, Jaques Wagner, Davi Alcolumbre, Eduardo Braga, Carlos Viana, Irajá Abreu
- Deputados citados: Hugo Motta,, Arthur Lira, Mário Frias, Nikolas ferreira, Cezinha de Madureira
- Governadores envolvidos: Ibaneis, Claudio Castro, Tarcisio de Freitas
- Prefeitos envolvidos em diversas cidades do país.
A correta posição de Lula
O presidente Lula se posicionou de forma correta em relação à crise do STF e envolvendo diversas figuras da República.
Vamos colocar o Brasil a nu e investigar para ver se a gente consegue fazer o Brasil, sabe, ser melhor para o povo brasileiro. Não tem trégua. É preciso investigar todos.
Lula
Diante dessa crise sem precedentes, não há como não investigar todos os envolvidos nestes escândalos que estão abalando a Sexta República.
Mas caímos no mesmo problema:
Quem tem credibilidade e isenção para investigar?
Os governos do PT representaram até o momento um sólido pilar de sustentação da democracia e da soberania no Brasil. São inegáveis as conquistas políticas, econômicas e sociais dos últimos anos.
Mas estamos diante de um impasse.
Se a extrema direita vencer, todas as instituições construídas pela Constituinte de 1988 e corroídas pela corrupção, serão demolidas. As conquistas dos últimos 20 anos atacadas, o Brasil caminhará para um regime autoritário, títere de Donald Trump e caminhando para o rompimento das profundas relações com o BRICS e o Sul Global.
Se Lula vencer, a crise das instituições e o boicote sistemático da extrema direita tornará o Brasil ingovernável. A profundidade da crise, espelhada de maneira alarmante na última sessão do STF, mostra que não será possível “reformar” o judiciário, o legislativo e o executivo, para que antendam às necessidades da população.
Por isso a ruptura é indispensável. E quanto mais cedo o povo brasileiro entender essa necessidade, melhor estará preparado apra esse momento decisivo em nossa história.
Constituinte livre, democrática e soberana
Uma Constituinte Soberana é uma assembleia de representantes eleitos com poder total e autônomo para criar ou reescrever a Constituição de um país, sem subordinação a poderes anteriores.
Ela marcará o fim da Sexta República e o início de uma nova ordem democrática no país.
- Deve ser uma assembleia não se submete às leis vigentes, nem aos poderes Executivo, Legislativo ou Judiciário já existentes,
- Que nasce da vontade popular direta para refundar a ordem jurídica e política do Estado
- Onde os membros são eleitos apenas para essa função específica, sem acumular cargos com o Congresso tradicional.
- Focada em reestruturar o sistema político ou estrutural do país.
A proposta de uma Constituinte Soberana já foi a base de um movimento popular, que realizou um plebiscito em 2014, onde 97% dos 7.754.436 votos se manifestaram favoravelmente. Este movimento foi apoiado por mais de 400 organizações sociais em todo o país, em resposta aos protestos iniciados em 2013.
Este plebiscito foi proposto pela então presidente Dilma Roussef.
Esse tema, todos nós sabemos, já entrou e saiu da pauta do país por várias vezes. É necessário que nós, ao percebermos que nas últimas décadas ele entrou e saiu várias vezes, tenhamos a iniciativa de romper o impasse. Quero nesse momento propor o debate sobre a convocação de um plebiscito popular que autorize o funcionamento de um processo constituinte específico para fazer a reforma política que o país tanto necessita.
Dilma Roussef




