André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux membros da segunda turma do STF, Eles são a ponta de lança da extrema direita para barrar quaisquer ações que possam prejudicar os interesses do Bolsonarismo. Eles trabalham e trabalharão para o desmonte das instituições.
Dito isso, é importante deixar claro que não existe posicionamento a favor desta ou daquela corrente. No caso específico do Banco Master, quem tiver cometido delitos tem que ser investigado processado e punido segundo a lei.
Todos são personagens importantes numa instituição da República e devem ser investigados e condenados, se algum crime for comprovado.
O Bolsonarismo representa a extrema direita
O Bolsonarismo é roupagem da extrema direita no Brasil.
Este movimento, que se intensifica a partir da agonia do poder imperial dos Estados Unidos, procura destruir os menores traços democráticos que ainda existem.
No Brasil ele representa a tentativa de volta a um governo autoritário, one sua maior expressão foi a sucessão tentativas frustradas de golpe de estado.
A indicações de Kassio Nunes Marques e André Mendonça e a cooptação e Luiz Fux fazia parte de uma tentativa de subjugar o supremo, projeto que inclui-a até o assassinato de Alexandre de Morais.
Desde o primeiro momento, Bolsonaro se alinhou a Trump e aos Estados Unidos, assegurando sua vassalagem ao império. Seus filhos dão continuidade à sua política de submissão, trabalhando contra o Brasil junto ao governo Trump. Os resultados:
- Farifaço sobre os produtos brasileiros
- Revogação de vistos dos ministros do STF, exceto dos Bolsonaristas
- Revogação de visto de ministros e outras autoridades do governo Brasileiro
- Proposta de Flavio Bolsonaro para que Marco Rubio crie um comitê de transição para trabalhar com os bolsonaristas caso vençam as eleições
- Ataques diretos ao PIX
- Tentativas de assegurar privilégios no acesso a terras raras
- Ameaças militares sob o pretexto de combater o narco terrorismo
Flavio Bolsonaro e a extrema direita no STF
O objetivo imediato de André Mendonça é impedir que as investigações sobre as relações de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro inviabilizem a necessidade d extrema direita de conquistar o governo federal.
Para isso, André Mendonça engaveta o inquérito sobre as doações de R$ 69 milhões, cria uma imensa cortina de fumaça envolvendo o filho de Lula e finalmente procura paralisar completamente o STF, atacando Alexandre de Morais.
Seu objetivo não é investigar a eventual culpa de Morais no escândalo do Banco Master.
É implodir o STF, abrindo espaço para a extrema direita trabalhar.
A extrema direita e as eleições
A extrema direita está numa efetiva guerra para controlar as próximas eleições. O objetivo principal é emplacar Flavio Bolsonaro. O objetivo secundário é obter maioria no Senado e na Câmara, para emparedar o governo eleito, se não for o Flávio.
As presões estão acontecendo durante e continurão após as eleições. O Centrão ficará pacientemente em cima do muro, porque tem rabo preso com crimes e falcatruas de toda natureza e porque querem estar presentes no governo de quem vencer. São os oportunistas de sempre.
Os setores da elite representados pela imprensa corporativa sabem que vão sofrer no caso e uma vitória da extrema direita, mas no fundo temem muito mais uma nova vitória de Lula, que será o aprofundamento das conquista sociais e riscos aos seus privilégios. E no fundo eles sabem que com dinheiro sempre poderão compor com o Bolsonarismo, porque já conhecem os caminhos da corrupção.
A Sexta república naufragou
Enroladas numa teia de corrupção e interesses mesquinhos, as instituições da Sexta República, instalada com a Constituição de 1988, estão de tal maneira fragilizadas, que não conseguem impedir os ataques da extrema direita. Como descrito no livro “Como as Democracias Morrem“, a democracia não está morrendo por um golpe militar, uma rebelião. Ela está definhando com o seu apodrecimento”por dentro”.
Derrotar Flávio Bolsonaro é necessário
Derrotar FlávioBolsonaro nas eleições é impedir que a extrema direita dê continuidade imediata aos seus planos e acabe por subjugar o que ainda resta das instituições da Sexta República.
Flávio no governo, com forte apoio na Câmara e no Senado é caminho aberto para um governo autoritário a curto prazo. Serão mais 5 ministros do STF indicados nessa legislatura e portanto o STF estará completamente subjugado.
Os poucos avanços socias serão rapidamente revertidos e o Brasil será imediatamente alinhado à Cúpula das Américas e submisso aos desejos de Donald Trump.
Nossas terras raras e a Amazônia serão entregues como um sinal de amizade.
Mas não é suficiente
Os fatos que levaram ao apodrecimento das instituições da sexta República continuam presentes e ela continuará permanentemente vulnerável, num momento político mundial extremamente grave.
Inevitavelmente teremos que teremos que trabalhar seriamente para construir as instituições e as estruturas de poder capazes de criar um Plano Estratégico de Governo em direção ao país que a maioria do povo brasileiro deseja – O País que Queremos.




