A juventude brasileira foi a protagonista de uma campanha inesquecível pela democracia, soberania e defesa do nosso futuro.
Diante da derrota no primeiro turno das eleições, saíram às ruas e mostraram que era possível reverter os resultados e garantir a vitória de Lula e impedir que o Bolsonarismo destruísse conquistas sociais fundamentais e entregasse a nossa soberania a Donald Trump.
A juventude brasileira e a democracia
A juventude brasileira assumiu a linha de frente na defesa da democracia e dos direitos sociais, conquistados com tanta dificuldade nos últimos anos.
Sua mobilização logo após os resultados do primeiro turno das eleições mostrou o caminho que levaria à vitoria.
Em poucos dias, as mobilizações se estenderam para todo o país, conquistando multidões para a campanha. A juventude mostrou que a vitória de Lula representava a defesa do Ensino Público, das aposentadorias e benefícios sociais, da Saúde e de condições dignas para a população mais pobre.
O resultado foi a realização de atos políticos comparáveis à campanha das Diretas Já, contra a ditadura.
A juventude brasileira na política
Não foi só nas ruas que a juventude mostrou sua participação.
Apesar da eleição de muitos parlamentares ligados ao Bolsonarismo, os jovens participaram do processo político e foram reconhecidos e receberam o reconhecimento nas urnas.
A renovação está em curso, com o nascimento de novas lideranças:
PT (Partido dos Trabalhadores)
O partido investiu fortemente em nomes jovens, elegendo:
Ana Elisa (MG) – 21 anos, a deputada federal mais jovem da história.
Ana Júlia (PR) – 26 anos, eleita com 184.691 votos.
Pedro Rousseff (MG) – 26 anos, eleito pela Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV).
Diego Quaquá (ES) – 28 anos, parte da renovação da bancada petista.
Renato Freitas (PR) – Deixou a Assembleia Legislativa do Paraná para assumir uma cadeira em Brasília.
Luna Zarattini (SP) – Foi a candidata mais votada do PT em São Paulo.
PSOL (Partido Socialismo e Liberdade)
O partido se destacou por eleger lideranças jovens com forte presença digital:
Guilherme Cortez (SP) – 28 anos, eleito com 275.450 votos.
Erika Hilton (SP) – 30 anos, reeleita e uma das deputadas mais votadas do país.
Jones Manoel (PE) – 36 anos, historiador e influenciador, foi o primeiro deputado federal do PSOL eleito no Nordeste.
Rede Sustentabilidade
André Janones (MG) – Foi reeleito e é frequentemente associado à bancada de renovação, embora não seja o parlamentar mais jovem da legenda.
PSB (Partido Socialista Brasileiro)
Tabata Amaral (SP) – 32 anos, reeleita com 476.383 votos, consolidando-se como uma das principais vozes jovens do Congresso.
Pedro Campos (PE) – 30 anos, conquistou a reeleição.
PCdoB (Partido Comunista do Brasil)
Giovana Mondardo (SC) – Eleita deputada federal por Santa Catarina, sendo a vereadora mais jovem e mais votada de Criciúma antes de chegar ao Congresso.
Julia de Castro – Citada como uma das estreantes do partido na Câmara.
As novas lideranças e o futuro do país
É consenso que o Brasil precisa renovar suas lideranças, engajar os jovens num projeto de futuro para o Brasil. Precisamos de lideranças em todos os segumentos: política, relações internacionais, tecnologia, saúde, edução, cultura etc.
Precisamos aproveitar as experiências do Brics, do Novo banco de Desenvolvimento para formar jovens com visão de mundo, de progresso baseado no multilateralismo e na colaboração.
Este precisa ser um objetivo do Lula no seu último mandato. Esta será garantia da continuidade na próxima legislatura.
Quanto a nós, os 60 e muito mais, vai caber a responsabilidade de apoiar, aconselhar e encorajar os jovens para a criação de um Plano do
País que Queremos para os próximos 20 anos.




