Eleições de 2022: antes, durante depois do pleito, as extrema direita procurou assegurar seu poder à força, com atos, tentativas de atentados e vandalismo.
Vandalismo e atentado em Brasilia - 2022
Para quem já se esqueceu, vale lembrar que o Bolsonarismo tentou de todas as formas controlar o processo eleitoral de forma a garantir sua vitória, nas urnas ou num eventual golpe de Estado.
Houve a campanha de descrédito às urnas eletrônicas, o ataque sistemático ao STF, as tentavas de impedir os votos no PT no Nordeste, com a ação da Polícia Rodoviária Federal, além das tentativas de intimidação dos empregados nas empresas.
Tentativa de atentado a bomba no Aeroporto de Brasília
Ataque à sede da PF e vandalismo no Distrito Federal
Derrotada no primeiro e no segundo turnos, a extrema direita tentou um golpe de Estado, que resultou na invasão dos palácios em 8 de janeiro de 2023
Eleições de 2026: a estratégia não mudou
A extrema direita coloca sob controle o Centrão covarde e ganancioso, articula candidatos de “fachada” para dar a impressão de uma disputa democrática e articula todas as suas forças contra o povo, representado pelo PT. Assim nasceu a Santa Aliança, que reuniu Ronaldo Caiado, Tarcísio de Freitas, Romeu Zema e Ratinho Júnior. Ao final, Zema e Caiado foram escalado para dar ar de legitimidade à campanha de Flávio Bolsonaro.
Flavio Bolsonaro e sua gangue conta com o apoio explícito de Donald Trump, coloca em movimento suas peças no STF, ataca as instituições da República e procura incentivar um clima de medo e submissão.
A poucos dias do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, a extrema direita pressente a possibilidade de perder novamente as eleições e aciona os apitos de cachorro.
Começam os ataques às igrejas católicas, as imagens de santos, como forma de mobilizar sua tropa raivosa, como em 2022.
Veremos estes ataques acontecendo em diversas partes do país, como se fossem ações isoladas de fanáticos.
A elite atrasada alinha as forças
A defesa da Escala 6 x 1 foi a base do alinhamento dos setores mais atrasados da elite Brasileira em torno da campanha de Flávio Bolsonaro.
Apesar de manter uma atitude mais discreta do que em 2018 e 2022, Luciano Hang e Pulo Skaf trabalham pela eleição de Flávio Bolsonaro.
Se Flavio Bolsonaro ganhar o primeiro turno
A extrema direita se sentirá fortalecida e todas as armas serão usadas para garantir a vitória no segundo turno. Os fantoches de candidatos definirão seu apoio a Flávio imediatamente e as tropas Bolsonaristas sairão às ruas para garantir a vitória a todo custo.
A crise no SFT se profundará e certamente os ministros alinhados ao Bolsonarismo procurarão tomar de assalto a instituição.
No Congresso, a campanha para a vitória de Flavio Bolsonaro no segundo turno será explícita.
O caminho para um golpe pela “via democrática” estará aberto.
Se Lula ganhar o primeiro turno
As forças que defendem a democracia terão fôlego para impedir que nossas articulações golpistas tenham sucesso.
Nossa democracia, apesar de profundamente abalada, ganhará uma sobrevida.
Mas não vamos nos enganar. Os movimentos para impedir a vitória de Lula no segundo turno serão tão ou mais violentos que em. 2022. Uma nova vitória de Lula acirrará os conflitos com as elites ao seu ponto máximo.
Portanto, esperemos por dias difícíeis
Lula vitorioso já no primeiro turno e povo na rua




