Uma justa homenagem a Zuenir Ventura

Zuenir Ventura
Foto: Leo Martins

Zuenir Ventura ( 01/06/1931 – 22/09/2026), jornalista e um brilhante escritor, membro da Academia Brasileira de Letras, descreveu como ninguém momentos decisivos da história do Brasil.

Zuenir Ventura, símbolo do jornalismo brasileiro

Zuenir Ventura foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras em 30 de outubro de 2016.

Em 2008, Zuenir Ventura recebeu da ONU um troféu especial por ter sido um dos cinco jornalistas que “mais contribuíram para a defesa dos direitos humanos no país nos últimos 30 anos”. 

, Foi eleito em 2010 “O jornalista do ano” pela Associação dos Correspondentes Estrangeiros.

Ao comentar sua série de reportagens sobre Chico Mendes e a Amazônia, The New York Review of Books classificou o autor como “um dos maiores jornalistas do Brasil”. 

A revista inglesa The Economist definiu-o como “um dos jornalistas que melhor observam o Brasil”.

Ele nunca foi visto do lado errado. Foi sempre um tremendo batalhador. E só se torna amigo de um político depois que ele deixa o poder

Um dos renovadores da linguagem e da feição gráfica do jornalismo brasileiro

Zuenir Ventura - A bibliografia que vale conhecer

Os anos 60 - a década que mudou tudo

1960   Zuenir Ventura

1968 - O ano que não terminou

1968   Zuenir Ventura

Cidade Partida

Cidade Partida   Zuenir Ventura

Inveja - Mal Secreto

Inveja   Zuenir Ventura

Chico Mendes - Crime e Castigo

Crime e Castigo   Zuenir Ventura

Crônicas de um fim de século

Cronicaa   Zuenir Ventura

A amálgama de justiça que nossa elite vende

Este livro trata de dois momentos do Rio de Janeiro: um no passado e outro no presente. 


A primeira parte — “A idade da inocência” — pretende mostrar como a cidade dos anos 1950 já acumulava tensões e conflitos que iriam explodir nas décadas seguintes. Uma visão romântica e nostálgica costuma apresentar a cidade desses tempos como uma reconstrução ideal e não como a cidade real. Mas, vistos à distância, os anos dourados às vezes escondem o seu contrário. 

Na verdade, já existiam então “duas cidades” ou uma cidade partida, mas a convivência amena, a obediência civil, a falta de antagonismos de classe e a despreocupação com os problemas sociais nem sempre deixavam perceber que havia um ovo de serpente chocando no paraíso.
Ventura, Zuenir. Cidade partida (Edição especial de 30 anos) (Portuguese Edition) (p. 17). (Function). Kindle Edition.

Esta é a verdade que nossa elite tenta esconder. 

Existe uma tensão social profunda, que tem origem em nossa história colonial, na forma como os escravos foram tratados e posteriormente entregues à própria sorte depois da abolição, que se transformou na maneira como nossa elite gananciosa e covarde trata a parcela mais pobre e explorada da nossa população.

Zuenir Ventura foi testemunha ocular de momentos decisivos da nossa história recente e a retratou como ninguém.

Quem tenhamos centenas de jornalistas e escritores à altura do seu legado.

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