Donald Trump articula um ataque sistemático à nossa soberania e seus agentes no Brasil passam a agir prontamente.
Nossos traidores retomam suas campanhas
Eduardo Bolsonaro inicia a campanha contra nossa soberania
Em um movimento de aproximação com o governo imperialista de Donald Trump, Eduardo Bolsonaro, com o apoio do pai, da família e aliados como Allan dos Santos e Paulo Figueiredo, decide morar nos Estados Unidos e de lá, organizar uma campanha contra o Brasil e a nossa soberania.
Quem ajuda Eduardo a atacar o Brasil e defender a família Bolsonaro junto a Donald Trump e sua administração:
- Steve Bannon: Estrategista de Donald Trump, mantém o apoio à família Bolsonaro e articula ações da extrema-direita global.
- Jason Miller: Ex-porta-voz de Trump e consultor político, identificado como peça central na articulação de Eduardo.
- Darren Beattie: Ligado à administração Trump, conhecido por posições ideológicas e apoio ao bolsonarismo.
- Ricardo Pita: Assessor do Departamento de Estado.
- Congresso dos EUA: Eduardo também articula com parlamentares como Jim Jordan, Chris Smith, Cory Mills, Maria Elvira Salazar e Brian Mast.
A nossa direita e o tarifaço
Seguem trechos da ordem Executiva do governo americano, justificando o tarifaço, revelando a clara intenção de defender os Estados Unidos, suas empresas e seus aliados acima das leis do Brasil:
“Hoje, o Presidente Donald J. Trump assinou uma Ordem Executiva implementando uma tarifa adicional de 40% sobre o Brasil, elevando o total da tarifa para 50%, para lidar com políticas, práticas e ações recentes do governo do Brasil que constituem uma ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos.”
“A Ordem conclui que a perseguição política, intimidação, assédio, censura e processos judiciais contra o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro e milhares de seus apoiadores constituem graves abusos de direitos humanos que minaram o Estado de Direito no Brasil.”
“Membros do governo do Brasil tomaram ações sem precedentes para coagir de forma tirânica e arbitrária empresas americanas a censurar discurso político, remover usuários de plataformas, entregar dados sensíveis de usuários americanos ou alterar suas políticas de moderação.”
“Desde 2019, o Ministro do Supremo Tribunal Federal do Brasil, Alexandre de Moraes, tem abusado de sua autoridade judicial para ameaçar, perseguir e intimidar milhares de seus opositores políticos […].”
“Quando empresas americanas se recusaram a cumprir essas ordens, ele impôs multas substanciais, ordenou a exclusão dessas empresas do mercado de redes sociais no Brasil, ameaçou seus executivos com processos criminais e, em um caso, congelou os ativos de uma empresa americana no Brasil.”
“Preservar e proteger os direitos de liberdade de expressão de todos os americanos e defender empresas americanas contra censura forçada continuará sendo prioridade na estratégia de política externa América Primeiro.”
Como a nossa direita reage às medidas de Trump?
“Eu acho que até é fundamental compreender um pouco do estilo do presidente americano. É um presidente que vive da economia da atenção. É um presidente que gosta de sentar com o chefe de Estado, botar o chefe de Estado sentado do lado dele e dizer: ‘olha, consegui uma vitória’. E ele está querendo conhecer uma vitória. Então, por que não entregar alguma vitória para ele? Por que não fazer algum gesto?”
Tarcísio de Freitas
Ataque à soberania da América Latina
Em março de 2026, Trump reuniu em Miami presidentes de países latino americanos alinhados aos seus interesses. Donald Trump, anunciou a criação de uma aliança com países da América Latina para, segundo ele, destruir cartéis e redes terroristas.
“O coração do nosso acordo é o compromisso de usar força militar letal para destruir esses sinistros cartéis e redes terroristas. De uma vez por todas, vamos acabar com eles”,
“Vamos fazer coisas incríveis! A região de vocês foi abandonada pelos EUA, que olhou para regiões em que nem era bem recebido”. "É inaceitável que o crime organizado tenha uma estrutura maior do que as forças de segurança dos países. Eles ameaçam a polícia de vocês. Nossas forças já têm trabalhado para combater isso, mas vamos aprofundar e expandir”, disse.
Donald Trump
Estavam presentes ao encontro Bukele, Milei e Noboa, os presidentes da Bolívia, Costa Rica, República Dominicana, Honduras, Panamá, Paraguai, Guiana e Trinidad e Tobago, além do presidente eleito do Chile, José Antonio Kast.
A ação americana incluiu o sequestro de Nicolas Maduro e o aumento do cerco sobre Cuba, com o embargo total de petróleo à ilha.
México, Colômbia e Brasil, que não aderiram à Cúpula, se tornaram os alvos privilegiados de Trump.
Paraguai, Peru e Equador fecharam cordas que permitem a presença de tropas militares americanas em seus territórios. No militares americanos não estarão sujeitos à legislação do país, respondendo unicamente ao governo norte-americano.
Quase imediatamente após, um ataque próximo a Ipiales, na fronteira colombiana, resultou em 27 corpos carbonizados.
Qual a posição da direita brasileira?
Imediatamente a direita brasileira, em todos os seus matizes, se posicionou novamente contra a nossa soberania e iniciou uma campanha para que o PC, o CV e o MST fossem enquadrados como organizações terroristas. Esta seria a fórmula pra que os Estados Unidos pudessem intervir militarmente no Brasil, independente de autorização das instituições brasileiras.
Esse segmento da nossa elite reedita o movimento de 1964, quando o golpe militar contou com apoio irrestrito do governo norte-americano.
Nossa soberania em bandeja de ouro
Durante seu governo, Bolsonaro já oferecia a Amazônia aos Estados Unidos.
Em Congresso Conservador recente nos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro foi além. Disse que temos um vasto mercado consumidor, uma grande reserva de água doce, vastas terras agrícolas, muita energia e os instrumentos que os Estados Unidos precisam apra enfrentar a China: as terras raras.
“Brasil e América foram feitos um para o outro…. Seremos um parceiro confiável no hemisfério”.
Paciência para ouvir o video a seguir por inteiro e será possível entender a extensão da traição executada pelos Bolsonaro no congresso do CPAC.
Ronald Caiado e as terras raras
Enquanto Flávio Bolsonaro anuncia, Ronaldo caiado, governador de Goiás e candidato a ajudante de Flávio contra Lula nas eleições de 2026 age:
Os Estados Unidos terão acesso assegurado as terras raras em Goiás, através de um contrato com a Mineradora Serra Verde, na região de Minuaçu. A mineradora é controlada por grupos de Private Equity, sendo que o acionista principal é a Denham Group, responsável pela gestão do Negócio e contando também com a participação da Energy and Minerals Group e Vision Blue, liderado pelo ex-diretor da Xstrata, Mick Davis.
Como o governo de Goiás participa das atividades da serra verde em Goiás e qual a participação dos Estados Unidos nesse negócio?
A Relação com os Estados Unidos e o Memorando de Entendimento (MoU)
A relação entre Goiás e os EUA foi institucionalizada por meio de um Memorando de Entendimento (MoU) assinado em março de 2026 pelo então governador Ronaldo Caiado (PSD) e o encarregado de Negócios dos EUA no Brasil, Gabriel Escobar. Este acordo, focado em terras raras e minerais críticos, prevê:
Objetivos do MoU: Mapeamento do potencial mineral do estado, desenvolvimento tecnológico e estímulo à industrialização local desses recursos. O acordo também inclui a captação de recursos de um fundo para investir em estudos de tecnologia.
Contexto do Financiamento à Serra Verde: Este acordo ocorre paralelamente a um financiamento de US$ 565 milhões (cerca de R$ 3,2 bilhões) da Corporação Financeira dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (DFC) diretamente para a mineradora, aprovado em fevereiro de 2026.
Controvérsia e Consequências: O memorando gerou polêmica imediata. A deputada federal Dandara Tonantzin (PT-MG) acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) para apurar possíveis inconstitucionalidades e ilegalidades, argumentando que estados não podem firmar acordos internacionais sobre recursos minerais, cuja competência é privativa da União..
Especialistas consultados apontam uma “zona cinza” jurídica, uma vez que o MoU, por si só, pode não criar obrigações diretas sobre o minério, propriedade da União, mas aproxima-se de uma área de competência federal
A Relação Direta entre os EUA e a Mineradora Serra Verde
Independentemente do acordo com o estado, a relação mais direta e com implicações concretas é o já citado financiamento da DFC à Serra Verde, que estabelece vínculos estratégicos significativos:
Controle de Destino da Produção (“Offtake”): O acordo de financiamento inclui cláusulas que garantem aos EUA o direito de influenciar o destino dos minerais produzidos. Executivos da DFC afirmaram que os “controles de offtake” garantem que os metais sejam direcionados para os Estados Unidos e seus aliados, limitando a disponibilidade para outros compradores, como a China.
Possibilidade de Participação Acionária: O contrato confere ao governo americano o direito de adquirir uma participação acionária minoritária na Serra Verde.
Independência da Mineradora: Apesar da forte vinculação, a empresa afirma em nota oficial que continuará sendo uma entidade independente, que o governo dos EUA não terá representação em seu conselho e que a DFC não terá direito de nomear diretores.
Em resumo, antes mesmo da definição de uma política nacional de exploração das terras raras, das quais somos o segundo produtor mundial depois da China, Ronaldo Caiado se apressa em garantir acesso privilegiado dos Estados Unidos a estes recursos, sem quaisquer pré condições.
Um movimento nacional pela Soberania
As mobilizações atuais por um Brasil soberano são impulsionadas principalmente pela defesa da economia nacional contra o aumento das tarifas de importação sobre produtos brasileiros, imposto pelos Estados Unidos, e contra a interferência externa em processos internos. O governo federal, por meio de um plano econômico, tem sido um ator central nesse processo.
A defesa da soberania tem sido traduzida em uma série de ações práticas, como a articulação política para fortalecer as instituições e a realização de protestos e atos públicos em diversas cidades, que reúnem diferentes setores da sociedade.
Os principais movimentos e organizações incluem:
| Setor / Entidade | Detalhamento e Exemplos |
|---|---|
| Setor Produtivo | Engloba segmentos como manufatura, agropecuária, tecnologia, mineração, indústria da saúde, alimentação, calçadista e moveleira. |
| Indústria e Comércio | Representada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e federações de indústrias, que apoiam medidas de defesa dos interesses industriais e comerciais. |
| Trabalhadores (Sindicatos e Centrais) | Inclui uma ampla gama de categorias e centrais, como: CUT, Força Sindical, CTB, CSPB (servidores públicos), SINTECT-RJ, Sindicato dos Bancários (PE/PR), APP-Sindicato e FETEC-PR. |
| Movimentos Sociais | Participam ativamente MST, MTST, Frente Povo Sem Medo, Frente Brasil Popular e Grito dos Excluídos. |
| Movimento Estudantil | Tem forte presença com a União Nacional dos Estudantes (UNE) e entidades como UBES e ANPG. |
| Instituições de Ensino e Pesquisa | Universidades (UFPR, UFRJ) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) apoiam abertamente a causa. |
| Organizações da Sociedade Civil | Inclui a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI). |
| Partidos Políticos | PT, PCdoB, PSB e PDT são exemplos de partidos que integram essa frente. |
Para combater a interferência de Trump e seus seguidores em nossa soberania, é necessário um amplo movimento popular, que defenda objetivamente as necessidades do Brasil.




