Netanyahu tem que parar com o genocídio

Netanyahu tem que parar
Protesto perto de Habonim em Israel 26/8/2025 REUTERS/Rami Shlush

Netanyahu tem que parar com o Genocídio em Gaza.

A pressão internacional aumenta e agora a população Israelense reage: fim da ocupação e libertação dos reféns

Netanyahu tem que parar

A matança em Gaza já superou todos os limites. Atirar contra hospitais, civís nas filas de alimentos e fazer de Gaza terra arrasada é cruel, um crime contra a humanidade.

Por mais terrível que possa ser qualificado o atentado do Hamas, aniquilar um povo sob o pretexto de destruir um inimigo é algo que não tem qualquer fundamento humano.

Judeus sofreram na pele os horrores do Holocausto durante a Segunda Guerra Mundial. Poucos sobreviventes são testemunhas vivas do terror Nazista.

Espera-se que os israelenses e judeus de todo o mundo não compactuem com a crueldade de Netanyahu.

É necessário um amplo movimento popular internacional, com, apoio de israelenses e judeus pelo mundo para impedir que Netanyahu e Trump levem adiante o extermínio do povo Palestino. 

A quem interessa o belicismo de Israel

O Estado de Israel foi criado em 1948, como uma justa resposta à perseguição nazista e ao direito dos Judeus de criarem seu Estado. A Resolução 181, da ONU, aprovada em 29/11/1947 também conhecida como “Plano de Partilha da Palestina”, previa a criação de dois Estados.

Porém as bases para um acordo duradouro foram comprometidas desde o início. 

Criação do Estado de Israel

O simples olhar para o mapa original proposto na ONU mostra um Estado de Israel encravado no meio do antigo Estado Árabe, que passa a ser dividido em 3 áreas não interligadas.

A liderança Aceitou o plano, apesar de não considerar o mapa ideal (eles, por exemplo, queriam Jerusalém dentro de seu estado), mas era uma oportunidade para estabelecer um estado soberano.

As Lideranças Árabe-Palestina e Países Árabes Vizinhos Rejeitaram veementemente o plano e o mapa, considerando-o injusto por alocar mais de metade da terra à minoria judaica, que possuía então cerca de 1/3 da população.

Eles se opunham à própria partilha, considerando uma invasão aos seus territórios.

Mas este desenho tinha uma finalidade: acomodar os interesses das principais partes envolvidas.

  • O Império Britânico – seu objetivo foi terceirizar a solução. A divisão era uma forma de cumprir a promessa de um “lar nacional judeu” e, ao mesmo tempo, encerrar seu mandato sobre a região, depois de muitas rebeliões e um custo alto de manutenção do poder.
  • A União Soviética – seu objetivo era ocupar o lugar dos britânicos na região e influenciar os judeus ashkenazis. O governo de Stalin estava interessado na luta de libertação dos judeus da influência britânica e acreditavam que poderiam atrair este grupo para a área de influência da União Soviética.
  • Os Estados Unidos – O presidente Harry Truman estava sob forte pressão do lobby judaico-americano, que era bem-organizado e influente e os EUA viam a possibilidade de estabelecer um estado pró-Ocidente em uma região de importância estratégica, principalmente com a possível retirada britânica. 
 

O grande perdedor e excluído da equação foi o povo árabe palestino. Sua liderança rejeitou o plano por considerá-lo profundamente injusto, já que:

  • Eles constituíam a maioria da população (cerca de 2/3) mas recebiam menos da metade do território (43%).
  • Muitos se opunham à ideia de que um estado nacional deveria ser criado em sua terra para acometer uma minoria (os judeus representavam cerca de 1/3 da população na época), muitos dos quais eram imigrantes recentes da Europa.

  • Eles se viam como donos legítimos da terra e não aceitavam pagar o preço do antissemitismo europeu (o Holocausto) com a perda de seu território.

Estados Unidos e Israel, um casamento de interesses

Desde a criação do Estado de Israel, os Estados Unidos, no contexto da Guerra Fria, trabalharam para criar um profundo  vínculo político e econômico, diretamente ou utilizando sua grande influência sobre a ONU e seu poder de veto no Conselho de Segurança.

Este apoio se desdobrou nos domínios político, econômico, militar e tecnológico. Israel cumpre um papel estratégico vital na região do Oriente Médio. Israel procura ocupar o lugar de interlocutor americano com países árabes, India, Grécia e Chipre, ao mesmo tempo que é uma base permanente de pressão sobre o Irã e as minorias prejudicadas pelos acordos EUA/URSS ao final da segunda Guerra Mundial.

Mais do que isso Israel é um laboratório de guerra para desenvolvimento de armamentos, guerra cibernética, guerra assimétrica e outras modalidades de poder bélico.

Poder absoluto sobre o Oriente Médio

Sob o pretexto de derrotar o Hamas, o governo Netanyahu trabalhar para assegurar o controle absoluto do oriente Medio, mesmo que isso signifique eliminar do mapa o povo Palestino.

Israel hoje

Depois de sucessivas guerras de ocupação, Israel hoje detêm quase que a totalidade do território original, partilhado pela ONU. Restam a Faixa de Gaza, praticamente destruída pelos ataques sucessivos e a Cisjordânia, que vem sendo gradativamente ocupada pelos assentamentos judeus.

Na prática, Netanyahu está levando adiante um projeto de ocupar definitivamente toda a região e eliminar o povo Palestino.

Trump escancara os planos para a Palestina

Os israelenses e o fim da ocupação

O povo israelense não apoiava Netanyahu, que foi condenado por suborno e corrução. Chocado e aterrorizado com o ataque do Hamas em 7 de outubro, Netanyahu recebeu um voto de confiança para obter a libertação dos reféns.

Ao invés disso, iniciou um projeto de destruição da Palestina, com dois objetivos: se livrar da prisão e obter apoio incondicional dos Estados Unidos. O objetivo de netanyahu nunca foi libertar os reféns.

Depois de tanto tempo, de tantos Palestinos mortos, de tanta destruição, de soldados vítimas de um conflito que não libertou reféns, de ataques à Síria, à Jordânia, ao Irã e da pressão por mais soldados, finalmente os israelenses começam a se manifestar nas ruas. A paciência com Netanyahu está se esgotando.

A covardia dos líderes europeus

Os líderes da Europa foram omissos durante todo o conflito na Palestina. Diante da monstruosidade da violência de Israel sobre a população civil e pressionados pela sua própria população, líderes como Emanuel Macron decidiram reconhecer o direito dos palestinos a constituir seu Estado.

O fato é que na Europa, se sucedem as manifestações contra o massacre na Palestina, pressionado seus governos, que precisam de alguma forma se posicionar contra tanta brutalidade:

No entanto, as ações se restringem a declarações vazias e atos muito mais simbólicos do que efetivos.

O Brasil é contra o Genocídio

O governo brasileiro tem se posicionado seguidamente contra o genocídio em Gaza e este é mais um dos motivos das sanções de Trump sobre o nosso país. O Brasil decidiu em 23/07 aderir a uma ação movida pela África do Sul contra Israel na Corte Internal de Justiça da ONU.

(...) o governo brasileiro anuncia que está em fase final para submissão de intervenção formal no processo em curso na Corte Internacional de Justiça, movido pela África do Sul com base na Convenção para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio

Em função do seu posicionamento Lula foi declarado “Persona non Grata” em Israel, por Israel Katz, o mesmo que em 26/08 chamou Lula de Anti Semita declarado e apoiador do Hamas.

Israel procura esconder o massacre do povo Palestino declarando como Anti Semita qualquer um que defenda o fim dos ataques a Gaza, o fim da ocupação da Cisjordânia e o direito do povo Palestino de ter um Estado independente.

Tarcisio e a bandeira de Israel

Mas as forças da reação no Brasil cerram fileiras com Netanyahu e Trump.  

A visita de governadores bolsonaristas a Israel e a presença de bandeiras de Israel em manifestações pró-Bolsonaro são exemplos dessa forte ligação.

“Na quarta-feira, 20 (março de 2024), o governador paulista visitará a sede da Israeli Aerospace Industries, indústria de aviação civil e militar, e terá um encontro com a comunidade brasileira em Raanana.

O principal compromisso de Tarcísio na quinta-feira será com o ministro de Relações Exteriores, Israel Katz.”

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